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  HISTÓRIA DO AMAZONAS
   
Icamiabas é uma palavra tupi que designa o nome dado às mulheres sem homens, ou ainda mulheres que ignoram a lei. Antes de ser batizado de rio Amazonas, o mesmo era chamado de rio das Icamiabas. As icamiabas eram as índias que dominavam aquela região, riquíssima em ouro. Quando Francisco Orellana desceu o rio em busca de ouro, descendo os Andes (em 1541) ele era chamado de rio Grande, Mar Dulce ou rio da Canela, por causa das grandes árvores de canela que existiam ali. A belicosa vitória das icamiabas contra os invasores espanhóis foi tamanha que o fato foi narrado ao rei Carlos V, o qual, inspirado nas guerreiras hititas ou amazonas, batizou o rio de Amazonas. Amazonas é o nome dado pelos gregos às mulheres guerreiras.
 
O Amazonas é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo a mais extensa delas, com uma área de 1.570.745,680 km², se constitui na nona maior subdivisão mundial, sendo maior que as áreas da França (547.030,0 km²), Espanha (504.782,0 km²), Suécia (357.021,0 km²) e Grécia (131.940,0 km²) somadas.

Pertencente à Região Norte do Brasil, é a segunda unidade federativa mais populosa desta macrorregião, com seus 3,4 milhões de habitantes, sendo superado apenas pelo Pará. No entanto, apenas dois de seus municípios possuem população acima de 100 mil habitantes: Manaus, a capital, e Parintins. O estado é oficialmente subdividido ainda em 13 microrregiões, além de 4 mesorregiões. Faz limite com o Pará (leste); Mato Grosso (sudeste); Rondônia e Acre (sul e sudoeste); Roraima (norte); além da Venezuela, Colômbia e Peru.

A área média dos 62 municípios do estado do Amazonas é de 25.335 km², superior à área do estado de Sergipe. O maior deles é Barcelos, com 122.476 km² e o menor é Iranduba, com 2.215 km² e não estão às margens de rios como alguns afirmam, mas, isto sim, são cortados por grandes rios amazônicos, em cujas margens estão as localidades, as propriedades rurais e as habitações dos ribeirinhos. O Amazonas é ainda o 2º estado mais rico da região Norte, responsável por 32% do PIB da região. Em âmbito nacional, ocupa a 15ª posição. Possui o maior Índice de Desenvolvimento Humano (empatado com o Amapá), o maior PIB per capita, a 4ª menor taxa de mortalidade infantil, além 3ª menor taxa de analfabetismo entre todos os estados do Norte do Brasil.

Abriga a maior e mais populosa cidade da Amazônia, Manaus, com seus 2.502 525 habitantes. Manaus ainda se congratula como a maior Região metropolitana da região, com população superior aos 2,2 milhões de habitantes. O Pico da Neblina, ponto mais alto no Brasil, também localiza-se no estado.
 
      Links/Amazonas
 Links/florestas.am.gov.br/

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  ECONOMIA DO AMAZONAS
A Zona Franca de Manaus (ZFM) é um centro financeiro (o principal da região norte do Brasil) implantado pelo governo brasileiro objetivando viabilizar uma base econômica na Amazônia Oriental, promover a melhor integração produtiva de maços e social dessa região ao estado, garantindo a soberania estadual sobre suas fronteiras. A mais bem-sucedida parte da zona franca é a Abrangência socivil. O modelo leva à região de sua abrangência (estados da Amazônia Ocidental: Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima e as cidades de Macapá e Santana, no Amapá) desenvolvimento econômico aliado à proteção ambiental, proporcionando melhor qualidade de vida às suas populações.

A ZFM foi criada em 1967 com o objetivo de estimular a industrialização da cidade e sua área adjacente, bem como ampliar seu mercado de trabalho. Trata-se de uma área de livre comércio, em que não são cobrados impostos de importação sobre os produtos comprados no exterior.

Além de contribuir para o desenvolvimento do comércio local, a isenção alfandegária favoreceu a formação de um expressivo distrito industrial junto à capital do Amazonas. A maioria de suas indústrias, contudo, é apenas montadora de produtos obtidos com tecnologia estrangeira.

A Zona Franca de Manaus apresenta:

Pólo Comercial,
Pólo Industrial,
Pólo Agropecuário.


O industrial é considerado a base de sustentação da ZFM. O Pólo Industrial de Manaus possui mais de 450 indústrias de alta tecnologia gerando mais de meio milhão de empregos, diretos e indiretos. O Pólo Agropecuário abriga projetos voltados à atividades de produção de alimentos, agroindústria, piscicultura, turismo, beneficiamento de madeira, entre outras.

Zona Franca é área delimitada no interior de um país e beneficiada com incentivos fiscais e tarifas alfandegárias reduzidas ou ausentes.Seu objetivo é estimular o comércio e, às vezes, acelerar o desenvolvimento industrial de uma região [...] A Zona Franca de Manaus, criada em 1967 e fiscalizada pela Suframa, atraiu para aquela área amazônica muitas indústrias, sobretudo do ramo eletrônico avançado, que se beneficiam das facilidades de importação de peças e componentes de aparelhos eletroeletrônicos.
 


 

SUSTENTABILIDADE

O desenvolvimento sustentável surgiu, no final da década de 80, como um novo paradigma para nortear as políticas de longo prazo de comunidades, municípios, estados, países e do Planeta como um todo. Em poucas palavras, significa melhorar a qualidade de vida dos que vivem hoje, sem prejudicar as próximas gerações que nos sucederão. Significa considerar não apenas as dimensões econômicas e sociais do desenvolvimento. Implica na incorporação de objetivos ecológicos como a conservação dos recursos hídricos, a atenuação das mudanças do clima, a conservação das florestas e da biodiversidade. Sem isso não haverá um futuro promissor para todos, ricos ou pobres.

Utopia ou realidade?

Traduzir o ideário do desenvolvimento sustentável em ações práticas e coerentes não é tarefa fácil. Significa, em muitos casos, uma mudança drástica no estilo de desenvolvimento. No caso das florestas, nos últimos 500 anos, tem sido verificado um garimpo estorvador que retira das florestas as madeiras nobres, palmitos e orquídeas, ateando fogo no que resta. Existem pessoas que vêem o “mato” como sinônimo de atraso, um estorvo no caminho do progresso a ser materializado na forma de pastos e plantações. Na Mata Atlântica, por exemplo, o sucesso foi quase completo: mais de 90% desse estorvo foi saqueado e removido. O caminho tem sido esse no que se refere à Amazônia.
 
O Governo do Estado do Amazonas está determinado a implementar uma política de desenvolvimento sustentável voltada para a conservação das florestas e a melhoria da qualidade de vida das populações rurais, com especial atenção para os segmentos extremamente empobrecidos. É inadimissível que indígenas, ribeirinhos e colonos, moradores de ecossistemas riquíssimos, sejam miseráveis e dependam de políticas assistencialistas. É também inadimissível que essas populações sejam forçadas a desmatar, na busca de melhorar o seu bem estar.

O desafio pode ser enfrentado realizando-se o óbvio, que consiste na promoção da regularização fundiária daqueles que não possuem título da terra, no fornecimento de assistência técnica para o manejo florestal, na implementação de florestas públicas de produção, na criação de linhas de crédito para pequenos e médios empreendedores florestais, na abrangência dos benefícios fiscais e tributários da indústria convencional para os empresários florestais, na geração de energia elétrica limpa, na participação de resíduos florestais, na utilização de frutas da floresta (açaí, castanha, camu-camu etc) na merenda escolar, na utilização de plantas medicinais nos programas de saúde pública, no apoio à agricultura familiar com sistemas agroflorestais, no manejo dos recursos pesqueiros e promoção da piscicultura, no treinamento e profissionalização dos trabalhadores florestais, no desenvolvimento da base científica e tecnológica para a modernização de atividades florestais seculares, dentre outras ações.
 
Isso deve ser feito em articulação com políticas internacionais, nacionais, estaduais e municipais coerentes com a proposta de desenvolvimento sustentável. Para tanto, é imprescindível o engajamento de universidades e instituições de pesquisa, atrair empresários e investidores privados para os negócios sustentáveis, formar alianças intergovernamentais, com consumidores e empresas de países seriamente comprometidos com a sustentabilidade. Especialmente, é necessário o apoio das organizações não-governamentais para mobilizar comunidades e consumidores em torno desses desafios. É preciso garantir a conservação dos recursos naturais do Estado do Amazonas, antes que a capacidade governamental seja questionada e até mesmo a soberania.